POV EMILLY
O sítio da Tia Celeste era o oposto do morro. Em vez de concreto e funk, havia terra vermelha, cheiro de mato e um silêncio esmagador. Duas semanas tinham se passado desde a fuga. Duas semanas de ar puro, galinhas e café forte, sem medo de ouvir o ronco da moto de Léo.
A Tia Celeste era a cara da Dona Andreia, mas sem a tensão nos olhos. Ela nos acolheu sem perguntas, sabendo que éramos foragidas por tabela.
Nossa rotina era simples: ajudar a Tia no quintal, lavar a louça, e tenta