**Capítulo 14 — O Silêncio de Tatiele**
Diferente de Simone, que se abria com a facilidade de quem nunca tinha aprendido a esconder nada, Tatiele era um quebra-cabeça que eu ainda estava aprendendo a montar.
Foi só numa tarde chuvosa, semanas depois, quando ficamos as duas sozinhas esperando a chuva passar debaixo do toldo da cafeteria da faculdade, que Tatiele finalmente começou a se abrir comigo.
— Posso te perguntar uma coisa? — ela disse, os olhos fixos no café entre as mãos.
— Claro.