Era madrugada quando o telefone de Dante vibrou insistentemente sobre a mesa de cabeceira.
Ele franziu a testa. O braço repousava sobre a cintura nua de Angeline. Com cuidado, afastou-se, pegou o roupão ao lado da cama e a cobriu antes de se levantar.
Atendeu à ligação sem dizer nada e saiu do quarto, trancando a porta atrás de si.
— Fale. Disse, a voz rouca de sono.
— Dante? Sou eu. Luigi.
— Eu sei. Respondeu, passando a mão pelos cabelos.
— Nada do que está naquela pasta tem importância.
— Como assim? Dante despertou de vez com a notícia.
— Dados banais. Não provam nem comprovam nada. Luca está apenas ganhando tempo.
— O que você quer dizer?
— Ele sempre esteve com Mancini. E ainda está. Encontrei uma foto. Vou enviá-la. Acho que ela é a chave…
Dante permanecia parado no topo da escada, o celular apertado na mão. Os olhos atentos percorriam a penumbra do corredor da mansão.
Desceu lentamente, caminhou até a adega, serviu-se de uma taça de vinho. Só depois de um gole longo, que desc