Naila
O ar de hospital deu lugar a uma opulência fria num país estranho, onde cada janela parece vigiada e cada passo na minha cadeira de rodas ecoa como uma sentença. O ódio que sinto por Arthur não é algo barulhento; é um veneno que fermenta, silencioso e denso, enquanto observo as costas dele junto à janela.
Ele não precisa de me tocar para me controlar. Ele sabe que a minha dependência é o seu maior trunfo.
— Achaste que eles iam ficar parados, Naila? — a voz dele cortou o silêncio da sala,