Na hora do velório, ela está até de óculos escuro em volta do caixão. Não tem muitas pessoas, nem os amigos dela de santos avisamos.
— Podemos conversar um instante? — Marcela me pergunta então eu olho para minha mulher que não fala nada. Indo então saber o que ela quer, paramos em um canto.
— Fala.
— Você virou outra pessoa depois que conheceu aquela mulher — Aponta discretamente com os olhos — Está até sentimental.
— Espera. Me chamou aqui para falar merda, para desrespeitar o velório de uma pessoa tão querida para ela.
— Pessoas morrem. É o normal da vida.
— O que quer dizer. Que não devemos sofrer por alguém que nos deixe? Marcela meça suas palavras, ou vai se arrepender.
— Dominic, porque se casou com ela.
— E o que você com isso. Me caso com quem eu quiser.
— Nunca sentiu por mim o que sente por ela não é? Só me comeu e depois eu que me lascasse, só nos falamos por causa da dandara.
— E se de por satisfeita, porque do contrário. Vou voltar ao lado dela, e não me chame mais.
Sa