Rosângela
O jardim estava em absoluto silêncio. O Padre olhou para nós com um sorriso benevolente e, após as palavras iniciais sobre a união e a família, ele me deu o sinal. Era a minha vez de falar.
Eu segurei as mãos da Rosângela, sentindo o peso de tudo o que passamos. Ser médico sempre me deu a ilusão de que eu tinha o controle sobre a vida e a morte, sobre a dor e a cura. Mas eu estava errado.
— Rosângela... — comecei, buscando o fôlego que parecia ter sumido. — Todo mundo aqui sabe q