Acordei antes mesmo do despertador tocar.
Pela primeira vez em muitos dias, não foi a lembrança do meu pai que surgiu primeiro.
Foi Laura.
Abri os olhos e fiquei olhando para o teto.
Era estranho.
Sempre fui um homem racional.
Nunca gostei de agir por impulso.
Mas, desde a noite anterior, alguma coisa havia mudado.
Eu queria vê-la.
Queria saber como ela estava.
Queria ouvir sua voz outra vez.
Peguei o celular.
Olhei para o relógio.
Ainda eram oito da manhã.
Sorri sozinho.
— Ela vai achar que eu