( Tiago narrando)
Nunca gostei de dirigir sem destino.
Meu pai costumava dizer que um homem precisa sempre saber para onde está indo.
Naquela noite, porém, entrei no carro e simplesmente comecei a dirigir.
Nem liguei o rádio.
O silêncio parecia fazer mais sentido do que qualquer música.
As luzes da cidade passavam pela janela enquanto eu tentava organizar os pensamentos.
Mas era impossível.
Minha cabeça insistia em voltar àquela varanda.
Àquela conversa.
À Laura.
Quando decidi ir até a mansão,