O primeiro disparo atravessou o para-brisa como um raio.
Os estilhaços de vidro voaram sobre Antônio, que se abaixou instintivamente atrás do volante.
O som dos tiros ecoava pela estrada deserta.
Seu coração disparou.
Não havia mais dúvidas.
Não era um assalto.
Alguém queria vê-lo morto.
Respirando com dificuldade, Antônio abriu rapidamente o porta-luvas.
De lá retirou sua pistola.
Bernardo insistira durante anos para que ele nunca viajasse desarmado.
Naquele momento, agradeceu por ter ouvido o