Ponto de vista de Apolo
O vento soprava cortante naquela madrugada. O luar refletia nos campos encharcados ao redor da alcateia, e cada sombra parecia esconder um inimigo. Fazia dois dias que Mara havia sido levada. Dois dias de rastros frios, de patrulhas exaustas, de noites sem sono. Eu e Arthur não parávamos. Ninguém parava.
A cada hora que passava, a dor do vínculo latejava mais forte — uma mistura de saudade, medo e fúria. Era como se parte da minha alma estivesse sendo sugada para longe.