Capítulo 157
Manuela Strondda
O vídeo ainda estava aberto quando ouvi a voz dele.
Grave, controlada. Perigosamente calma.
— Já terminou de ver essa merda? — Levantei o rosto devagar. O seu semblante fechado denotava sua irritação.
Hugo estava encostado na parede, braços cruzados, o olhar fixo em mim como se eu fosse um problema que ele ainda decidia se resolvia com lógica… ou força.
— Já. — respondi, firme.
Ele atravessou o quarto em poucas passadas, arrancou o celular da minha mão, desligou sem sequer olhar a tela e jogou o aparelho na poltrona mais próxima, como se fosse lixo.
— Você não acreditou em mim. — disse, baixo. — Duvidou. E ainda plantou dúvida na sua família. Vai pagar por isso.
Meu estômago retesou, mas eu não baixei o olhar.
— Pagar? — ergui o queixo. — Como assim, pagar? Você me enganou quando nos conhecemos. O mínimo que eu merecia era o benefício da dúvida por uma vez.
Ele me observou por alguns segundos. Longos. Avaliando. Então levou as mãos à