Capítulo 212
Manuela Strondda Lindström
Eu não devia estar daquele jeito.
Não era o hospital. Não era o consultório. E não era nem o Hugo em si.
Talvez fosse o que eu tinha ouvido lá fora.
Os risinhos. As tentativas de toque. As insinuações.
Aquilo tinha ficado na minha pele. Na minha mente.
Aproximei dele sem pressa, sentindo seu olhar descer pelo meu corpo como se estivesse lendo cada pensamento antes que eu abrisse a boca. Minha mão subiu pelo abdômen dele, firme, direta, sem