THOMAS
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Se alguém tivesse me dito alguns meses atrás que eu atravessaria o país para resgatar duas moradoras de rua que eu nunca tinha visto na vida, eu teria mandado a pessoa procurar ajuda psicológica.
Mas ali estava eu.
Sentado no banco traseiro de um carro de luxo, observando Bárbara e Bruna enquanto elas devoravam sanduíches como se a comida pudesse desaparecer a qualquer momento.
E talvez pudesse.
A vida delas parecia ter sido exatamente isso nos últimos dias.
Uma luta constante para c