O vento do Norte uivava do lado de fora da vidraça dupla dos meus aposentos com a mesma ferocidade de sempre, mas, após uma década, o som havia se tornado apenas uma melodia de fundo para a minha solidão.
A chama da lareira dançava, lançando sombras longas sobre a imensa mesa de carvalho negro onde eu estava sentada. Mergulhei a ponta da pena de ganso no tinteiro de prata, observando a tinta escura aderir à pluma antes de levá-la de volta ao pergaminho amarelado. Cento e vinte meses. Cento e vi