O tempo no meu isolamento dourado era medido não pelo nascer ou pôr do sol, mas pela quantidade de lenha que crepitava nas lareiras do meu quarto e pelo peso crescente no meu ventre. Com as semanas se acumulando, a realidade daquela vida — ou vidas, embora eu não pudesse adivinhar a magnitude da tempestade que carregava — tornou-se inegável.
Os movimentos começaram sutis, pequenas vibrações como o bater de asas de uma mariposa, mas rapidamente evoluíram para chutes densos e vigorosos que me rou