Valentina
O silêncio depois da porta se fechar era mais alto do que qualquer grito. Eu estava ali, deitada na cama, o vestido ainda amarrotado, a respiração curta, o corpo trêmulo. O cheiro dele preso na minha pele, o gosto dele ainda na minha boca.
Dante Vitale tinha me deixado. Sem uma palavra a mais. Sem um olhar. E, mesmo assim, eu não conseguia parar de sentir.
Passei as mãos pelo rosto, tentando apagar a memória do que acabou de acontecer. Mas não havia como apagar. Porque não tinha sido