Vincenzo
— Ah, senhor Vincenzo. O senhor chegou.
Léa minha empregada diz assim que passo pelo hall da minha casa. Sem lhe responder, largo a maleta em cima do sofá, me livro do terno, afrouxo a gravata e desabotoou os punhos da camisa. Vou até o bar de canto e me sirvo uma dose generosa da minha bebida.
— Se quiser, eu posso servir o jantar antes de sair…
— Não estou com fome. — A interrompo de modo mecânico.
Ela fica em silêncio, mas logo continua.
— Uma moça ligou…
Meu olhar se ergue para ela