Recentemente, o ponto alto dos meus dias de trabalho tinha se tornado… ridiculamente simples.
Ele.
O estranho.
Todas as manhãs, às 08h20 em ponto.
Eu já sabia o horário de cor — como se meu corpo tivesse aprendido antes mesmo da minha mente admitir.
Corri pelo saguão, tentando manter alguma dignidade apesar da pressa, equilibrando-me nos saltos enquanto desviava das equipes de serviço e das escadas improvisadas da reforma interminável do prédio. O lugar era antigo — “histórico”, como gostavam d