ALINE NARRANDO:
A luz acabou no meio da tarde, um estalo seco… e tudo ficou em silêncio.
O ar condicionado parou, a geladeira morreu, e a casa, já bagunçada, pareceu ainda mais sufocante sem o mínimo de dignidade que a energia elétrica dava.
— NÃO! — Renata gritou, histérica, do meio da sala. — ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO!
Revirei os olhos, passando a mão pelo rosto suado.
— Cortaram, óbvio.
Mamãe apareceu no topo da escada, com os olhos pesados, o cabelo desalinhado… um copo de uísque aind