ALINE NARRANDO:
O trajeto até em casa foi quase silencioso.
Diana dirigia a BMW com aquela postura de quem não precisa se esforçar pra parecer segura, coluna reta, uma mão no volante, os olhos nas avenidas como se o mundo inteiro fosse uma obrigação que ela cumpria com eficiência.
A playlist dela tocava baixo, SZA preenchendo o silêncio entre nós de um jeito que me deixou desconfortável o suficiente pra tentar quebrar o gelo.
— Eu gosto muito dela — falei, apontando discretamente pro rádio. —