THALIA NARRANDO
Eu ainda estava no meu quartinho apertado da lavanderia, com os olhos inchados de tanto chorar, quando ouvi a voz de Dona Adriana ecoando pelo corredor:
— Thalia, pare com isso agora! Você não vai a lugar nenhum.
Minha madrinha tentava me acalmar, passando a mão nas minhas costas, mas eu não conseguia parar de tremer.
Fechei a bolsa com força e virei para ela, a voz saindo mais firme do que eu esperava:
— Eu já disse, Dona Adriana. Eu quero minha demissão hoje.
Ela deu uma risa