RODRIGO NARRANDO:
Eu me sentei na minha cadeira confortável de couro, e usei meu celular para fazer uma ligação, ia seguir os conselhos de minha prima, começando pelo básico.
Meu advogado, Ernesto Valdés, era conhecido por ser rápido em resolver meus problemas. Ele cuidava de tudo, desde contratos até situações pessoais mais delicadas, e eu confiava nele como em poucos. Quando finalmente atendeu, sua voz firme e pausada me trouxe de volta à realidade.
— Rodrigo, como está? — disse Ernesto em seu tom habitual, sempre profissional.
— Ernesto, preciso que me ajude com algo pessoal — respondi, com minha voz saindo mais pesada do que eu pretendia. — Eu... tenho um filho, Ernesto. Quero assumir a paternidade dele. Legalmente, com tudo que for necessário, documentos, registros, tudo.
Houve um breve silêncio do outro lado da linha, como se ele estivesse processando a novidade.
— Um filho? — Ele repetiu, com um leve toque de surpresa. — Claro, podemos fazer isso. Você já fez o teste de DNA?
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