Capítulo 276
Nazar
O bairro onde Viktoria Borisova mora é simples, ruas estreitas e prédios desgastados pelo tempo. A vizinhança tem aquele ar de vigilância silenciosa, onde todos sabem quem entra e sai. Meus homens param os carros a uma distância segura, e eu desço primeiro, ajustando minha jaqueta.
A casa é modesta, com uma pequena cerca enferrujada na frente. Quando me aproximo, um rapaz jovem surge na porta. Tem o olhar desconfiado, como se já estivesse acostumado com problemas batendo à sua porta.
— Quem são vocês? — ele pergunta, cruzando os braços.
Seus olhos passam rapidamente pelos soldados atrás de mim, analisando a situação. Ele deve ter por volta de vinte anos, talvez um pouco menos. Não parece assustado, apenas alerta.
— Estou procurando por Viktoria Borisova — digo, direto ao ponto.
Ele estreita os olhos.
— Minha avó. O que quer com ela? — Fico olhando. Será que essa senhora é minha mãe? Ela teve filhos? Netos? Porque fui privado de tudo isso? Culpa