Juliana Bezerra
Já fazia quase um mês desde a ligação com a minha mãe.
A barriga tinha crescido um pouco mais. Não era enorme ainda, mas já era visível. Eu passava a mão nela o tempo todo. Conversava com o Harry baixinho quando estava sozinha.
Naquela manhã, acordei com uma sensação estranha.
Não era dor.
Não era enjoo.
Era saudade.
Uma saudade tão forte do Rio que meu peito ficou apertado. Do cheiro da comida. Do tempero. Do barulho. Do calor. Da simplicidade.
E então veio.
O desejo.
Desci as