Lia Perroni
A voz de Esmel ecoou pelo apartamento, carregada de dor e raiva. Ela estava arrumando sua mochila, seus movimentos bruscos e determinados.
— O que você está fazendo, querida? — perguntei, entrando no quarto, o coração apertado ao ver a cena.
Ela me olhou, os olhos marejados, mas a expressão firme.
— Estou indo embora. Vou morar com a vovó e o vovô.
Meus olhos se arregalaram, incrédula.
— Como assim? Que bobagem é essa?
— Não é bobagem, mamãe. A senhora já escolheu, e eu também. Vou