Marcello
Empurrei as duas portas pesadas do meu quarto, entrando no ambiente que, por anos, tinha sido o meu refúgio absoluto de silêncio e solidão.
Deixei o meu chapéu sobre a poltrona de couro e comecei a desabotoar a camisa xadrez, jogando-a de lado. Caminhei até o closet, peguei uma calça de moletom cinza escura e uma camiseta preta simples de algodão.
Passei uma água rápida no rosto no banheiro, encarando o espelho por alguns segundos. O homem ali dentro parecia o mesmo fazendeiro obstina