Cecília
O clique da taça de cristal tocando a superfície da mesa ecoou como um veredito no silêncio da sala de jantar. Marcello olhou para a garrafa escura entre nós, erguendo-a levemente contra a luz fraca das velas moribundas, e constatou o óbvio.
— Acabou — ele pronunciou, a voz grave arrastando-se pela penumbra. Seus olhos subiram para o meu rosto, avaliando a minha postura. — Você mal tocou na comida, mas a taça esvaziou rápido.
Soltei um riso contido, sentindo minhas bochechas ligeira