Marcello
Três batidas firmes na porta da suíte quebraram a tensão do quarto. Soltei a mão de Cecília a contragosto, mas mantive-me posicionado entre ela e a entrada, reassumindo a postura ereta e inacessível que a situação exigia.
— Pode entrar — ordenei.
A porta abriu-se parcialmente e a Nonna surgiu, o rosto pálido e os olhos arregalados de nervosismo.
— Seu Marcello... desculpe incomodar a esta hora — ela sussurrou, a voz trêmula. — Tem uma senhora na sala de entrada. Ela se identifi