Nicolas Santorini
O ronco suave dos motores do avião e a escuridão além da janela me faziam sentir ainda mais sozinho. A cidade lá embaixo desaparecia aos poucos, substituída por um mar de nuvens que parecia se estender até o infinito. Eu deveria estar acostumado com isso. Viajar fazia parte da minha vida, dos negócios, do império que construí com esforço e inteligência. Mas, dessa vez, a sensação era diferente.
Terminei minha dose de uísque e deixei o copo sobre a mesinha ao lado. A aeromo