Diogo Lima
O bar fétido e mal iluminado estava quase vazio naquela noite. A música alta misturava-se ao cheiro de bebida barata e suor. Eu me sentei no canto mais escuro, de onde tinha uma visão clara da entrada e de todo o salão. Velhos hábitos nunca morrem. Depois de anos fugindo da polícia, aprendi a sempre manter minhas costas cobertas.
Dei um gole na cerveja quente, fazendo uma careta ao sentir o gosto amargo na boca. Eu já estava há algumas semanas em São Paulo, tempo suficiente para o