KENDRA HAYES
O sábado amanheceu cinza, com aquele tipo de vento que parece querer arrancar a pele do mundo. As árvores se curvavam como se estivessem tentando se esconder, e as nuvens se arrastavam pesadas, como se carregassem segredos antigos. Acordei antes do despertador, com a sensação incômoda de que havia algo me chamando para fora de mim. Não era um pensamento claro. Era um impulso. Um nó no peito que não se desfazia com café ou com banho quente.
Talvez fosse culpa. Talvez fosse corag