VIVIAN
Eu já estava acordada, olhando para o teto do meu quarto, enquanto o celular vibrava insistentemente em cima do criado-mudo. Não precisei olhar para saber quem era.
Henrique.
De novo.
A tela piscava com o nome dele pela quarta vez naquela manhã. Ignorei a chamada, virei para o lado e tentei fingir que ainda conseguia dormir, mas era impossível. Meu corpo estava tenso demais, minha cabeça cheia demais.
O telefone parou de tocar.
Trinta segundos depois, começou de novo.
Soltei um suspiro c