Meus olhos se fecham por um instante, marejados, pegajosos. Quando os abro novamente, de repente, tudo é dor dilacerante.
O céu flameja acima de mim em cores impossíveis, como se o próprio firmamento se partisse em brasas corrosivas. O ar está pesado, sufocante, impregnado pelo mesmo veneno que senti tramar contra mim naquele caixão amaldiçoado.
Tento erguer a mão para cobrir o rosto, mas enxergo primeiro meu ventre, estou de volta ao meu corpo, mas o alívio queima na garganta e morre em meus