Eu travo no meio da sala, como se meus pés tivessem sido cravados no chão no exato segundo em que reconheço o rosto dele. Marcelo. Ali, dentro da casa do Ivan.
O choque vem seco, direto, sem aviso, e por um instante eu esqueço até de respirar direito. Ele também para quando me vê, e o olhar dele percorre meu rosto como se estivesse tentando encaixar as peças, como se eu fosse a mesma… e não fosse. E, de certa forma, eu não sou mesmo.
Ivan não diz nada. Só observa nós dois por um segundo, a