O motor do carro ronca suave enquanto cruzamos o portão de ferro da mansão, deixando para trás o ar frio da serra e a bolha de isolamento que construímos na cabana. Eu estaciono no pátio, desligo a ignição, sentindo o peso da realidade urbana e da rotina médica me darem as boas-vindas novamente. Viro o rosto e olho para Júlia, sentada ao meu lado. Ela carrega no rosto uma expressão leve, as bochechas ainda coradas pelo vento da montanha e um sorriso que parece ter vindo para ficar. O nosso fina