O asfalto da Barra da Tijuca desliza macio sob os pneus do carro, mas a minha mente continua correndo na velocidade daquele salão de festas. Olho pela janela, vendo os postes de luz passarem como borrões dourados, e depois volto os olhos para a minha mão, que continua firmemente presa entre os dedos compridos de Mário. O silêncio dentro do veículo não é desconfortável; é o silêncio de quem acabou de vencer uma batalha de trincheiras sem disparar um único tiro de gude.
— Você viu a cara daquela