O beijo dele me queima a alma.
No segundo em que meus lábios encostam nos de Mário, o mundo inteiro some. A música, os sussurros, o tilintar das taças... tudo vira um zumbido distante.
Só existe a mão firme dele na minha cintura me puxando pra mais perto, como se tivesse medo de que alguém ousasse me arrancar de seus braços. E o gosto dele. De poder. De vitória. De casa.
Eu pensei que ia tremer. Que o medo de "não pertencer" ia voltar.
Mas não voltou.
Pela primeira vez na noite inteira