Capítulo 89: Zayan...
Ele ficou ajoelhado no chão, soluçando como uma criança. Pela primeira vez, eu o vi sem a armadura de homem, sem a máscara de pai severo que, na verdade, nunca foi para mim. Vi apenas um velho quebrado pela própria covardia.
— Me perdoa… — disparou, repetindo entre lágrimas.
Era como se essas palavras fossem capazes de apagar décadas de silêncio e rejeição. Não havia um pingo de sinceridade, a dor de suas lágrimas era devido a perda de seu filho... o seu único filho, que agora estava morto.
Por dentro, um turbilhão de sensações apossavam o meu interior. Parte de mim desejava sentir compaixão, mas a ferida era funda demais. Eu já havia aprendido a viver sem ele. Eu já tinha um pai, de verdade, que me ensinou que amor é feito de presença, não de desculpas tardias. Um pai que me amou, antes mesmo de me conhecer.
Olhei para ele, aquele homem despedaçado no chão, e pela primeira vez não senti nada. Nem raiva e nem ódio.
Apenas um vazio.
— Não temos mais nada pra fala