Capítulo 78
Bruno Tavares
Assim que entrei na Mansão Bragança, fui direto para o escritório. Não queria cruzar com ninguém. Não queria que me vissem daquele jeito — com os olhos vermelhos, a alma em frangalhos e o corpo carregando mais do que podia suportar.
A sessão de terapia tinha sido intensa. Dura. Mas necessária. Falei tudo. Pela primeira vez, sem filtros. E, mesmo assim, saí de lá me sentindo… vazio. Como se tivesse deixado pedaços de mim espalhados pelo consultório.
Fechei