Capítulo 44
O quarto de Susana estava mergulhado em penumbra. As cortinas ainda fechadas, o ar denso, e o silêncio só era quebrado pelo tique-taque do relógio antigo na parede. Ela estava sentada na beirada da cama, os olhos fixos no celular, como se esperasse que ele dissesse o que fazer.
Foi então que ele vibrou. Mamãe.
Ela atendeu no primeiro toque.
— Alô?
A voz da mãe veio firme, sem rodeios.
— Susana, precisamos conversar. Agora.
— Eu também preciso falar com a senhora. Eu nã