22. Silêncios que Falam
Gael
Ela dorme.
E eu estou aqui, parado na porta do quarto que deveria ser dela, mas que não carrega nenhum traço real de sua presença. Como se Carolina apenas existisse dentro dele sem se permitir pertencer a ele. O espaço está quase intocado, sem qualquer sinal de que alguém tenta, ao menos, torná-lo seu lar.
As paredes continuam da mesma cor neutra de antes, e as poucas coisas espalhadas pelo cômodo parecem estar ali apenas porque precisavam de um lugar para ficar. Como se ela evitasse deixa