RODRIGO NARRANDO
Ela entrou no carro e se ajeitou no banco, cruzando as pernas, jogando o cabelo pro lado com um jeito tão natural que me deu vontade de parar tudo de novo só pra olhar.
Dirigi em silêncio por alguns minutos. Não era aquele silêncio tenso, forçado, era tranquilo. Um silêncio que falava. A gente já tinha dito tudo com o corpo. O olhar. O toque.
Olhei de canto pra ela e vi aquele sorrisinho ainda estampado no rosto. A boca dela parecia ter nascido pra me provocar.
— Tá sorrindo po