As duas se surpreenderam com a atitude de Lia, não esperavam que ela fosse chegar e assumir o controle tão rapidamente. Dolores ficou agradecida, depois de tudo o que fez contra a nora, agora estava recebendo o oposto e era muito bom poder confiar em alguém. — Obrigada, filha. Como está o meu neto? — Muito peralta, não para de chutar. — Que bom, esse é o estímulo que preciso para ser forte e resistir. — Preciso do contato do advogado de Romão ou o da empresa para saber como Romão organizou tudo e ver o que precisa ser feito... Dolores percebeu que a nora chegou para colocar ordem nas coisas, tão diferente da irmã. Essa sim era a nora ideal, pena que seu filho não a conheceu antes. Margot, pegue o meu celular e passe os contatos dos advogados. Lia, o que está pensando em fazer? — Vou tentar que Romão possa trabalhar da cadeia. Pedirei ao advogado que entre com uma petição e seu assistente só precisará trazer um notebook e depois, os documentos
No nicho do pronto socorro, cercada por cortinas, ela passou pelos primeiros procedimentos para verificação do estado em que se encontrava. Edson chegou e ficou horrorizado com o que viu. — Preparem a sala cirúrgica, precisamos tirar o bebê. — ordenou a obstetra, enquanto auscultava o bebê. — Rápido gente, o bebê entrou em sofrimento. Os técnicos começaram a prepará-la e empurraram a maca em direção ao centro cirúrgico, Edson já tinha examinado seus ferimentos e notou as fraturas das costelas, mas o rosto só estava ferido superficialmente. — Vamos...cadê o anestesista? — Aqui. — Precisamos de anestesia geral, ela precisará de cirurgia, além da cesariana. Rápido. — Edson ordenou. Todo o procedimento foi muito rápido, pois o bebê estava em sofrimento e precisava liberar logo o corpo da mãe para ser restaurado. Assim que ele foi retirado, o pediatra o levou para exames, enquanto a obstetra terminava o procedimento. — Ajudem a levá-la para a ressonâ
Edson manteve contato com a psicóloga que a tratava e que lhe passou a necessidade de aguardar que a paciente ficasse completamente sã, emocionalmente. Era necessário esperar a cura. — Quero que fique boa para poder lhe mostrar esse município, é muito lindo. — Estamos na serra, não é? — Sim, em Petrópolis. O hospital daqui não é tão grande, pois a cidade também não é, mas a infraestrutura é excelente. — Já estive em Petrópolis, vários anos atrás, antes de eu ir estudar no exterior e gostei muito da cidade. — Que bom. Tenho uma casa boa nas redondezas e quero que você a conheça. Mas para isso, precisa se esforçar para ficar logo boa. Passados alguns dias, Lia teve alta e Edson levou-a para sua casa. Cláudia os acompanhou e quando chegaram a casa que ficava em um condomínio privado, com grande área de distanciamento de uma casa para outra no meio da mata Atlântica, tiveram uma surpresa. Entrando na casa, a primeira a comentar algo foi Cláud
Na mansão de Romão, Dolores estava agradecida por Raquel a ajudar com o bebê. Não entendia por que se sentia tão cansada depois que voltou do hospital. Aceitou Raquel ali, pela insistência da jovem em se fazer de esposa de Romão. Margot também estranhou que sua patroa estivesse tão cansada e com o tempo, passasse mais tempo deitada e quase não descesse para estar na sala como gostava de fazer. Ficou de olho em Raquel, para que ela não maltratasse o bebê inocente. Livrou-o várias vezes dos ataques da garota, que precisou se controlar, por conta das entradas repentinas da governanta no quarto. “Precisarei dar um jeito nessa velha chata, também. Ela está estragando os meus planos.” A mente de Raquel estava completamente perturbada. Ela havia trocado os remédios de Dolores, substituindo-os por pílulas iguais, mais com uma dose de veneno que com o tempo a mataria. Quanto ao bebê, apenas gostava de maltratá-lo, como uma forma de se vingar de sua irmã. Pagou um fal
Lia gostava de Edson, mas não se deixou apaixonar, tinha receio de se magoar de novo. Porém, estava disposta a tentar, desde que ele soubesse ser respeitoso e carinhoso. — Gostei de você desde a primeira vez que a vi, mas precisei esperar todo esse tempo para que você pudesse se desvincular de seu ex-marido e de tudo que ele causou. Quero você como esposa. Você é a mulher perfeita para mim, mas a respeitarei, se você ainda precisar de um tempo para me aceitar... — Eu também gosto de você e aceito a sua proposta, creio que nos daremos muito bem, tanto no trabalho, como na vida pessoal. Ele sorriu e suspirou aliviado, finalmente teve o aval dela para poder aprofundar o relacionamento. Aproximouse mais e segurou sua mão, entrelaçando seus dedos, depois, beijou seus lábios levemente e foi só isso. Ela estranhou, achou que ele se aproximaria mais e demonstraria um pouco mais de paixão, dando um abraço e beijando-a mais profundamente. Mas não foi isso que ele fez, pare
Edson estalou os dedos, chamando seus seguranças para a tirarem dali. Eles agiram rapidamente e arrastaram a mulher para fora, que continuou gritando impropérios contra Lia. — Todas essas informações são infundadas. Aquela é minha irmã, ela tem profundos problemas mentais e não consegue deixar de desejar viver a minha vida. — explicou Lia e os convidados se acalmaram. — Pode continuar a cerimônia, padre. — ordenou Edson, preocupado que seu casamento não ocorresse depois de tanto tempo de espera. Jogada do lado de fora do hotel, Raquel dava gargalhadas. Conseguiu fazer o que veio fazer, estragar o casamento. Colocar dúvidas sobre a moral de Lia e perturbar a cerimônia para que não fossem tão felizes como desejavam ser. Pegou a mão do garotinho que esperava do lado de fora, sentadinho no degrau de entrada e seguiu andando, levando o seu fardo. Com menos de três anos, o menino já sabia o que era ter dificuldade e obedecia para não apanhar. Seu corpo estava todo
Assim se passaram os dias de lua de mel; eles levantavam, tomavam o desjejum, passeavam e aproveitavam todos os eventos que o resort oferecia. Quando chegava à noite, ele a esperava se arrumar e deitar e ia para o banheiro, tomar seu banho de água gelada, como se fosse um ritual noturno e quando voltava para cama, ela já estava dormindo, ou fingindo dormir. Lia estava bem desanimada com esse casamento, parecia que ele não gostava dela ou não sentia desejo por uma mulher. Mas quando chegou a última noite, ele sentou-se na cama, após ela deitar-se. — Iremos embora amanhã, precisamos consumar o nosso casamento. Não nos sentiremos casados por completo se não houver a união carnal... — Não tenho nada contra, esperei por você por todos esses dias, pensei que você me amasse e me desejasse, mas parece que não é bem assim. — Desculpe, eu estou inseguro, mas prometo que serei cuidadoso. Eu te amo, nunca duvide disso! Ele apagou a luz e deixou apenas o luar ilumina
Reencontro No dia seguinte, ele levantou cedo e ela nem o ouviu sair, estavam em seu quarto e ele foi para o dele. Desanimada, levantou-se e foi ao banheiro para sua higiene matinal, quando estava se vestindo, olhou-se no espelho e não encontrou nenhuma marca do amor que fizeram em seu corpo. — Então é isso... será que os romances floreiam muito a relação de um casal? Eu só quero um pouco de realismo e não contenção. Ela desceu para o café da manhã e encontrou as sobremesas sobre a mesa. A governanta veio até ela com o sorriso e perguntou: — Bom dia. Precisa de alguma coisa, senhora. — Bom dia Célia, obrigada por tudo que me ajudou a fazer ontem à noite e também por essas sobremesas maravilhosas, mas que não tivemos oportunidade de provar. Mais uma vez a governanta sorriu, achando que o casal tinha tido uma noite muito romântica e quente. — Fico feliz, senhora. Pode contar comigo para tudo que precisar. — Ok, Célia. Peça ao motorista que tire o meu carro, vou dirigindo, hoje