Deitada na cama do hospital, eu encarava o teto, tentando processar a ironia cruel da situação. Eu amava aquele lugar como médica, o hospital era meu refúgio, meu campo de batalha, onde eu sentia que realmente fazia a diferença. Mas estar ali como paciente... era um pesadelo. Tudo o que eu queria era arrancar aqueles fios que me prendiam à cama, vestir meu jaleco e voltar ao trabalho. Precisava desesperadamente ocupar minha mente com algo útil, algo que me fizesse esquecer o medo crescente que