Depois de passar pelo interrogatório, fui levada até uma cela que nada mais era do que um cubículo apertado, sem janelas, mergulhado em um cheiro úmido e azedo, como se o mofo fosse parte inseparável das paredes de concreto. O chão de cimento era frio e irregular, e o banco duro de metal, fixo na lateral, parecia mais uma tábua de tortura do que um lugar onde alguém pudesse repousar. O ar ali dentro era denso, sufocante, impregnado com o odor acre de suor velho e desespero, como se as emoções d