O ambiente frio e impessoal da delegacia era opressor. As luzes brancas refletiam o brilho áspero nas paredes de concreto, sem uma única janela por onde pudesse escapar, nem que fosse por um instante, daquela atmosfera sufocante. Eu estava sentada em uma cadeira de metal, com as mãos trêmulas apoiadas no colo. Mesmo com os ombros tensos, o cansaço físico me invadia, mas a adrenalina era maior. Cada fibra do meu corpo estava alerta, revivendo as últimas horas como um filme que passava rápido dem