Lorenzo Narrando
— Então tá certo! toma café, e sobe pra se arrumar. Porque você vai pra V-Tech comigo hoje.... mas lembrando Helena, eu não tenho tempo a perder.
Ela parou por um segundo, como se não tivesse certeza de que tinha ouvido direito.
— Vai Helena.
Ela assentiu, rápida, os olhos brilhando de um jeito que eu não via há dias. Não era vaidade. Não era orgulho. Era… propósito. Aquilo me desarmou mais do que qualquer argumento técnico.
— Eu não quero tomar café... vou subir me arrumar — diz, e eu concordo balançando a cabeça.
Ela saiu disparada, e desapareceu da minha visão.
Eu fiquei na mesa, encarando o fundo da minha xícara de café como se ali pudesse existir uma resposta pra tudo.
E a verdade crua, que eu jamais diria em voz alta naquele momento, era simples:
eu não estava levando Helena porque acreditava que ela resolveria o que nem a minha melhor equipe conseguiu.
Eu estava levando porque, no meio da bagunça, da desmoralização, da desconfiança, da sensa