Lorenzo Narrando...
O silêncio do escritório me cercou feito um muro. Só o ruído distante dos carros lá embaixo e o leve zumbido do ar-condicionado quebravam aquele vazio.
“Ela estava abalada.”
As palavras do Theodor continuavam girando na minha cabeça, como uma sirene que eu não conseguia desligar.
Passei a mão pelo queixo, respirei fundo e tentei me convencer de que aquilo não era problema meu. Que eu não tinha obrigação alguma de me envolver. Que não havia laços, apenas um contrato —