Lorenzo Narrando…
A porta da minha sala é aberta com tudo.
Meu pai nunca precisou de avisos.
Heitor Vasconcelos atravessa com a mesma postura que sempre teve — ereta, controlada, quase imune ao peso dos anos. O cabelo grisalho está impecavelmente penteado para trás, o terno escuro ajustado com precisão, como se o tempo tivesse aprendido a respeitá-lo em vez de enfrentá-lo.
— Chegou cedo — comento, antes mesmo que ele fale.
Ele sorri de canto.
— Cheguei agora há pouco. — Olha em volt