Mundo de ficçãoIniciar sessãoPOV — Isabel
Isabel não precisou de confirmação oficial para saber que o acordo havia sido quebrado. Ela sentiu. Foi o olhar estranho da porteira. O carro desconhecido parado tempo demais do outro lado da rua. E, por fim, o envelope elegante deixado na portaria do prédio. Não abriu imediatamente. Sabia que nada bom vinha embalado daquela forma. Dentro, havia um cartão simples, com letras firmes demais para serem casuais: “Augusto Montenegro gostaria de conversar. Assunto: o futuro do seu filho.” Isabel sentiu o sangue ferver. O futuro do meu filho. A mão foi direto ao ventre, num gesto instintivo de proteção. Não havia ameaça explícita, mas havia algo pior: invasão. Presunção. Poder atravessando fronteiras que ela deixara claras. Pegou o telefone e ligou para Dante sem pensar duas vezes. — Seu pai me procurou — disse assim que ele atendeu.






